Reunião em Nova York? Veja dicas para evitar gafes no escritório

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As diferenças culturais entre Estados Unidos e Brasil não são assim tão grandes. Mas isso não exime brasileiros de primeira viagem de cometerem pequenas gafes em território americano – sobretudo durante reuniões de negócios em Nova York. Lá, atrasos, por exemplo, são quase intoleráveis – e será pior se você culpar o trânsito pelos minutos perdidos. Recorrer a assuntos que nada tem a ver com os negócios na tentativa de quebrar o gelo durante os encontros não é habitual – e pode incomodar seu interlocutor. “Os executivos americanos estão preocupados demais com o tempo e esperam objetividade”, diz o jornalista americano Seth Kugel, que morou dois anos em São Paulo.

Formado em ciências políticas pela Universidade Yale e titular da coluna Frugal Traveler do New York Times, Kugel acabou de lançar o “Amigo Gringo”, um canal no Youtube no qual dá dicas em português para turistas brasileiros em Nova York. Em vídeos semanais, Kugel esmiuça o estilo dos nova-iorquinos para ensinar, com humor, como turistas brasileiros podem se adequar com mais desenvoltura à cidade. “Quem viaja tem a responsabildiade de se adaptar”, afirma ele. “Demonstrar familiaridade com hábitos locais é um sinal de respeito e ajuda a abrir portas, inclusive nos negócios.”

A pedido de Época Negócios, Kugel montou um roteiro para executivos que precisam encarar pela primeira vez uma reunião de negócios em Nova York - e aponta o que não fazer para que as diferenças culturais não prejudiquem as negociações.

Veja as sugestões de Kugel para fazer bonito em Nova York e para aproveitar a cidade, após os compromissos:

Nos negócios

1. Seja pontual e objetivo
A expressão “tempo é dinheiro” existe no mundo inteiro. Mas, em poucos lugares, os profissionais são tão obcecados por praticidade e eficiência como em Nova York. As reuniões começam e terminam no horário combinado. Portanto, chegar na hora marcada não basta. É preciso, além disso, ser objetivo durante o encontro. Evite assuntos paralelos e não fique falando do tempo, de esportes ou da família. Acredite: os nova-iorquinos não estão interessados em ver aquela foto linda do aniversário da sua filha ou o vídeo de seu caçula aprendendo a esquiar .

2. Dê prazos claros – e cumpra-os
Se for necessário que você envie dados adicionais após o encontro ou precise dar algum retorno, diga com clareza quando isso será feito. Prefira estabelecer uma data específica, em vez de dizer, por exemplo, “semana que vem”. E lembre-se: prazos, no mundo todo, precisam ser cumpridos.

3. Vá de metrô
Os táxis podem ser uma opção se seu deslocamento for no sentido leste-oeste (crosstown). Mas, como regra geral, usar metrô é a melhor garantia para evitar imprevistos no trânsito e chegar no horário marcado às reuniões. Usar o metrô tem ainda outra vantagem: dizer que você se atrasou em função do trânsito, em Nova York, é uma péssima desculpa. Mas explicar que você perdeu alguns preciosos minutos porque havia um passageiro passando mal no trem pode funcionar. “Ajuda, se você usar as palavras exatas: ‘A sick passenger on the train’”, diz Kugel. “É precisamente a expressão utilizada nas estações e para, os nova-iorquinos, seria o equivalente a ‘vai atrasar muito’.”

4. Substitua o almoço por um lanche rápido
Se a ideia é mostrar familiaridade aos hábitos dos executivos locais, nem pense em parar para uma refeição demorada durante o almoço. Os nova-iorquinos só relaxam (um pouco) na hora do jantar. O almoço é rápido – geralmente, 30 minutos. O mais comum é que as pessoas peçam sanduíches leves e saladas por telefone e comam no escritório mesmo.

Para aproveitar mais a cidade

1. Fuja de Midtown
A região de Midtown, onde está a Times Square, concentra alguns dos principais edifícios e muitos escritórios. É onde acontece a maior parte das reuniões e também onde se hospedam a maioria dos profissionais que viajam a negócios. É lá também que ficam todos os turistas. Por isso, se a agenda permitir e, sobretudo, se a ideia for aproveitar a cidade como um nova-iorquino, a sugestão é escolher lugares em Chelsea, West Village, East Village e Soho (onde estão, por exemplo, muitas das lojas de grifes). Nesses bairros, a frequência de turistas é menor e há ótimos restaurantes.

2. Ande sempre com dinheiro
Muitos estabelecimentos em Nova York, incluindo alguns restaurantes, não aceitam cartões. Uma das principais razões dos proprietários é evitar o pagamento de taxa pelas transações. Mesmo nos locais que aceitam essa forma de pagamento, geralmente, é preciso fazer um gasto mínimo de US$ 5 ou US$ 10. Usar cartão para comprar jornal ou chicletes, por exemplo, nem pensar. Ter notas em valores baixos, também facilita as compras. “Se usar uma nota de US$ 100, é bem possível que a pessoa na loja não aceite ou fique analisando para confirmar se ela mesmo verdadeira. Os americanos podem passar a vida sem ver uma dessas.”

3. Abuse dos aplicativos
Há muitos aplicativos para celulares capazes de orientar o viajante pela cidade. Veja alguns sugeridos por Kugel: Open Table, funciona para fazer reservas em restaurantes; Uber, para agendar serviços de carro particular e taxi; Oanda, que mostra cotações de moedas e faz cálculos rápidos para facilitar as compras.

Matéria do site Época Negócios

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