Que histórias contamos a nós mesmos sobre as pessoas?

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Nossas mentes são formadas por narrativas.

Criar uma narrativa consistente que faça sentido e pareça verdadeira a nós mesmos é um desafio em qualquer estágio da vida. Elas unem passado e futuro no presente para nos prover estruturas a fim de buscarmos nossos objetivos. Nossas histórias dão um senso de identidade e, mais importante, servem para integrar os sentimentos de nosso cérebro direito com a linguagem de nosso cérebro esquerdo.

Histórias podem inconscientemente nos influenciar a agir de uma forma ou outra, e também nos permitem pensar sobre nós mesmos de uma maneira objetiva. A prática de contar histórias permite ganhar alguma distância de nós mesmos e nos dá uma nova perspectiva.

Somos preparados para usar histórias. Parte da sobrevivência como espécie humana dependia de ouvir as histórias de nossos anciães tribais ao partilharem parábolas e transmitirem as experiências e sabedoria daqueles que partiram antes. Quando envelhecemos, é nossa memória de curto prazo que vai embora, não a de longo prazo.

É muito fácil cairmos na armadilha de acreditar que estar certo é mais importante do que permanecer aberto ao que poderia ser. Podemos não estar conscientes das histórias que contamos regularmente nem de seu efeito sobre nós.

Agimos a partir de fantasias como se elas fossem realidade. Que histórias contamos a nós mesmos sobre as pessoas? Em que dinâmica nossas histórias nos colocam, e como elas determinam os significados que atribuímos as coisas, fatos e pessoas?

É muito fácil cairmos na armadilha de acreditar que estar certo é mais importante do que permanecer aberto ao que poderia ser. O que parece verdadeiro pode não ser a verdade ou bom para nós; pode ser apenas conhecido. E, contrariamente, o que parece falso talvez não o seja; talvez seja apenas novo.

E aqui vai uma dica: nas suas próximas histórias, aumente a sua tolerância para sentimentos de vulnerabilidade em vez de evitá-los completamente.

Post do blog Mochileiro Corporativo, do portal Exame

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