Mergers & Acquisitions : Quando se associar e quando adquirir outra empresa

mergers-and-acquisitions

Uma reflexão do texto de Jeffrey H.Dyer, Prashant Kale e Harbir Singh publicado na Harvard Business Review de Julho de 2014, por Edmundo Fornasari

Avaliando os movimentos no mercado e o posicionamento que as organizações vêm tomando atualmente, ficam evidentes que as aquisições e alianças podem ser consideradas as duas principais estratégias de crescimento das empresas.

Infelizmente a maioria das empresas não trata os dois mecanismos como alternativos para atingirem metas mais arrojadas e chegarem a um patamar diferenciado e superior. Muitas vezes, empresas assumem outras quando na verdade deveriam ter feito um acordo de cooperação, ou associação ( joint-venture) e vice-versa e acabam num verdadeiro problema para ambas .

As duas estratégias se diferem em muitos aspectos:

- nas aquisições as ofertas são competitivas com base em preços de mercado e com nível de risco muito maior enquanto as alianças são colaborativas, negociadas, e não tão arriscadas.

Habitualmente as empresas que fazem aquisições visam aumentar sua escala, cortar custos e utilizar parcerias para entrar em novos mercados, segmentos de clientes e regiões, gerando sinergia de em toda cadeia de valor. Em muitas empresas, o gestor financeiro que se reporta ao CFO, pode trabalhar em aquisições, enquanto outra unidade de desenvolvimento de negócios separada cuida de alianças.

Nesse caso as duas equipes acabam trabalhando em separado, e como resultado, impedem as empresas de comparar as vantagens e desvantagens das duas estratégias: associação ou aquisição.

Os autores argumentam que devem ser comparadas as duas estratégias para determinar qual é a mais adequada.

Consideram também que devem ser analisados três conjuntos de fatores para ajudarem as organizações a decidirem de forma sistemática :
- os recursos e sinergias que eles desejam,
-o mercado que competem,
- as suas competências em colaborar.

Num mercado maduro ficam evidentes que as regras acima são mais tangíveis, aplicáveis e os riscos menores, porém a cada dia surgem novas empresas inovadoras e promissoras onde uma grande parte das respostas ainda estará por vir e o risco passará a ser a única forma de decisão e aposta.

Vale a reflexão e a máxima que o papel aceita tudo, mas colocar o negócio em pé, na prática vai exigir muito esforço pessoal, crença, processos, investimentos em pessoas e acima de tudo “hands on”, além do espírito empreendedor do gestor que indicará o caminho.

E você está preparado para crescer?

Pense nisso e conte conosco!

Executive Coaching

Share on LinkedInShare on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someoneCompartilhe