Eleições: discutir política no trabalho é correto?

Urna-eletrônica

No próximo domingo, milhões de brasileiros vão às urnas para eleger seus novos governantes, inclusive o novo Presidente da República. Com as eleições chegando, as discussões vão se tornando mais acaloradas e não é difícil encontrar amigos e colegas discutindo sobre quem deve ser eleito em supermercados, filas de banco, redes sociais e nas empresas. Mas será que expor suas preferências políticas no ambiente de trabalho é uma atitude correta?

De acordo com o diretor presidente da Alle ao Lado, especializado em Consultoria e Gestão Empresarial, Júlio Amorim, levando em consideração que a manifestação política é um ato democrático não há problemas que preferência politicas sejam expressas em ambientes corporativos. O debate sobre partidos políticos, ou mesmo a expressão de determinada visão ideológica pode e deve acontecer, porém campanhas políticas dentro da empresa devem ser reprimidas, defende o consultor.

Para o coach e palestrante Riccardo Oliveira, as conversas sobre política devem ficar para os momentos de descontração dos trabalhadores e discussões mais acaloradas não devem acontecer no ambiente de trabalho. Para ele a empresa deve sim estimular seus profissionais à votarem, mas tentando amenizar a panfletagem no ambiente. “Uma empresa é um conjunto de pessoas que trabalham juntas para formar um ambiente de trabalho. Isso significa que quando uma delas expõe uma opinião com muita convicção, a empresa em si pode ser afetada negativamente”, comenta.

Neste sentido, donos e gestores de empresas devem ter em mente que o ambiente interno precisa possibilitar e estimular o cidadão a compreender a importância da política para o desenvolvimento do país. No entanto, expressar opiniões definidas sobre a partidos políticos pode criar um mal-estar entre colaboradores e mesmo para a imagem da empresa.

“Os profissionais que trabalham na empresa sabem que eles acabam vestindo a camisa da organização. É claro que qualquer um pode discutir política esporadicamente no happy hour ou no cafezinho durante o expediente, mas isso é tudo. Impor uma opinião não deve acontecer nunca”, explica Oliveira.

Amorim ainda complementa dizendo que a empresa deve aceitar o posicionamento dos profissionais caso eles expressem-nas, mas sem que hajam movimentos internos ou lideranças de campanhas. “Vivemos hoje uma democracia que deve ser respeitada. No caso de um comportamento inadequado aos olhos da direção é preciso oferecer feedbacks”, finaliza.

Matéria do site Salario BR

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