Diga não à crise em 2016

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Crise no Brasil é rotina. Até a acelerada e destemida geração Y já está aprendendo, na prática, que às vezes é preciso dar tempo ao tempo, às vezes o tempo é de pôr a faca nos dentes e encarar os medos e as incoerências do mercado e da economia.

Não é para se orgulhar, mas no Brasil temos conseguido sobreviver às sucessivas crises a despeito dos incontáveis planos econômicos meia boca, viciados em cortar zeros na moeda e em ignorar as verdadeiras causas das mazelas nacionais.

Resolvemos os sintomas do momento, tomamos fôlego e ganhamos tempo e experiência para o próximo embate.

Na crise atual, o cenário só tem piorado: o PIB encolhe, a inflação cresce, a renda da população encurta, os juros sobem, o investimento empresarial é adiado e os empregos somem.

O governo? Esquece.

Quem estava esperando para ver como é que ia ficar já viu o que tinha que ver. Agora tem que ser como a onça de Guimarães Rosa. Tem que pular e pegar a presa.

A crise é geral, mas afeta cada pessoa, cada empresa, cada mercado de modo diferente. Até na crise, cada caso é único.

Considerar essa especificidade com criatividade, energia e critério é vital para minimizar as dificuldades, compensar as perdas e aproveitar as oportunidades que existem mesmo em cenários muito negativos.

Não há receita de bolo, mas existe um mix de ações e estratégias que combatem o pessimismo, o comodismo e a mesmice, conhecidos efeitos que tendem a aumentar e prolongar as crises.

A regra básica da crise é a mudança.

Muda a situação, mudam os problemas, mudam as necessidades das pessoas e das empresas. Não adianta insistir nas soluções “mais do mesmo”.

O foco, na crise, precisa ser descobrir o que mudou, pensar e combinar os ajustes e oferecer novas soluções adequadas à realidade do momento.

Gestão de crise não perdoa erro, nem desperdício, especialmente de tempo, recursos ou potencial.

O tempo é crítico. Precisa ser alocado nas coisas que fazem diferença de fato, que agregam peso e massa aos resultados. Um delas é delegar mais. Delegação pertinente tem o poder de multiplicar a capacidade de fazer as coisas acontecerem.

Dinheiro precisa de disciplina, desperdício zero, expertise precisa de integração, e tecnologia precisa de foco. Esses e outros recursos, canalizados, garantem a sobrevivência durante a crise e o crescimento depois dela.

O potencial existente nas pessoas e nos mercados pode fazer toda a diferença na crise. O momento favorece o pensamento “e se” e este pode abrir outro cenário de possibilidades.

Matéria do portal Exame

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