Desigue o smartphone

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É comum ouvir que um dos efeitos colaterais negativos das novas tecnologias de smartphones, tablets e outros equipamentos é o surgimento do DDA (distúrbio de déficit de atenção) nos usuários, que se distraem durante o trabalho, estudo ou lazer para ficar navegando nos gadgets. Mas seria só um chavão: para o psiquiatra Ned Hallowell, especialista em DDA, apenas 5% da população sofre efetivamente desse distúrbio.

As distrações causadas pela tecnologia, em sua opinião, deveriam ser chamadas de traço de déficit de atenção (ADT, na sigla em inglês), fenômeno que, segundo várias pesquisas, atinge 60% da população, mas basicamente no ambiente de trabalho. Criado pelo próprio Hallowell, o conceito de ADT se refere sempre a uma situação circunstancial, causada geralmente pela ausência de métodos de trabalho mais efetivos – daí a dispersão.

Em seu novo livro, Driven to Distraction at Work (“Levado à distração no trabalho”), Hallowell formula um conselho central: retome o controle de suas atividades. Atitude que deve ser assumida em três etapas: primeiro, imponha disciplina a seu expediente, evitando, por exemplo, consultar o smartphone constantemente (mensagens podem esperar).

Depois, dê uma folga a seu cérebro, desconectando-se de equipamentos e se movimentando, seja numa caminhada ou nas escadas do local de trabalho. Pesquisas comprovam que apenas um minuto de atividade física já afeta, para melhor, a química de nosso cérebro. E, por fim, equilibre seu humor, evitando altos índices de ansiedade. Se alguma tarefa o estressa, um bom remédio é compartilhar o problema.

Converse com as pessoas – mas não ao telefone.

Matéria do site Época Negócios

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