A saúde sob uma nova perspectiva

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Nunca antes as empresas se preocuparam tanto com o bem-estar dos colaboradores. E, com isso, novos métodos de saúde corporativa estão sendo desenvolvidos para aprimorar os sistemas de gestão. É o caso do GSP (Gestão de Saúde Populacional), que identifica minuciosamente os cuidados que cada grupo de trabalhadores precisa ter e aponta suas conclusões para que as companhias desenvolvam ações de saúde mais eficazes.

De acordo com o diretor executivo da Axismed (empresa responsável por desenvolver o programa), Fábio Abreu, o sistema GSP é desenvolvido em quatro partes: a identificação do perfil de seus pacientes, uma análise para desenhar melhor a estratégia da empresa, a implementação e, por fim, a avaliação dos resultados.

O sistema preocupa-se com o destino dos recursos para a saúde, analisando os fatores de risco que as empresas mais precisam combater.

“Se as mulheres não fizeram o exame de papanicolau, ou se há um grande número de fumantes na corporação, serão esses os métodos indicados pelo GSP para que as empresas desenvolvam programas de prevenção e tratamento”, explica Abreu.

O GSP baseia-se em um padrão de pesquisa que indica uma porcentagem de saúde populacional e calcula os custos que a empresa terá de acordo com os índices médios da população. No geral, 70% das pessoas são considerados sãos ou fora de risco para desenvolver doenças. Quinze por cento estão no grupo de fatores de risco; 10% estão entre as que já apresentam riscos; e, por fim, 5% contêm maior predisposição para os problemas.

Já em relação aos custos, a situação inverte-se: 30% do que as empresas gastam equivalem para dois dos grupos: os de pessoas saudáveis e o das que já estão em estado de risco, sendo que, no primeiro caso, são mantidos os índices de prevenção, enquanto no segundo há um reforço para diminuir as doenças. Vinte e cinco por cento é o índice que representa os gastos com pessoas que apresentam alta complexidade de riscos, e os outros 15% correspondem ao grupo com disposição dentro da média aos fatores maliciosos.

Com os resultados individuais de cada empresa, o GSP avalia como o gestor deve lidar com a companhia, oferecendo ferramentas como sistemas de prevenção e planos de saúde específicos. Segundo Abreu, as organizações que utilizaram o programa obtiveram êxito na diminuição do absenteísmo, aumento na retenção de talentos e sucesso na divulgação de marca como uma empresa que se preocupa com seus funcionários.

“O trabalhador da empresa que opta por usar o GSP se sente mais protegido, passa a compreender que a saúde faz parte do ambiente de trabalho”, ressalta o diretor executivo.

Matéria do site Profissional & Negócios

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